domingo, 2 de novembro de 2014
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
despojos de guerra
A pareceria Bilal / Christin deu-me uma das melhores bd's políticas que já li: A Caçada. Neste álbum duplo, que reúne A Feira dos Imortais (1980) e O Sono do Monstro (1998), o autor sérvio está a solo como abordagens s-f- aos temas do totalitarismo e das guerras nacionalistas da antiga Iugoslávia como referência remota da narrativa.
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| http://littleblackspot.blogspot.pt/2003/10/enki-bilal-belgrado-1951-como-por.html |
A ficção científica não é bem my cup of tea, na BD e na literatura tout court, mas Bilal desembaraça-se a contento enquanto argumentista. Como desenhador, a sua personalidade artística é muito vincada e reconhecível.
Um dos aspectos mais interessantes desta co-edição reside, fruto da junção de duas narrativas que distam dezoito anos entre si, permitindo verificar a evolução estilística do artista -- como, de resto, é destacado na nota de apresentação: a um traço mais realista sucede-se um outro, mais elíptico e esfumado.
Enki Bilal, A Feira dos Imortais e O Sono do Monstro, tradução de Catarina Labey e Pedro Cleto, Porto, Edições Asa / Público, 2008.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
vivaço
De idade indefinida, à volta dos 8/9 anos, Titeuf é um miúdo vivaço e inconveniente; um reguila, em suma, misto do Calvin de Bill Watterson e do Pequeno Spirou, de Tome & Janry -- sem a poesia do primeiro ou a finura do segundo. Divertido, sem dúvida, mas, pelo menos nestes dois álbuns, falta o golpe de asa que caracteriza aqueles.
Zep, Titeuf -- As Miúdas Ficam Banzadas / N'É Nada Justo, tradução de Paula Caetano, Porto, Edições Asa / Público, 2008.
Zep, Titeuf -- As Miúdas Ficam Banzadas / N'É Nada Justo, tradução de Paula Caetano, Porto, Edições Asa / Público, 2008.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
quarta-feira, 18 de junho de 2014
50 álbuns: 17. Franquin & Jean Darc, O FEITICEIRO DE TALMOROUL (1950) -- um conde, um edil, um cigano -- um velho Spirou
Em O Feiticeiro de Talmourol (Il y A un Sorcier à Champignac, 1950), Spirou e Fantásio planeiam fazer campismo numa aldeia, cujo titular, o Conde Pacómio Hegésipo Adelardo Ladislau, em primeira aparição, será personagem de importância crescente na série, até hoje. As intervenções iniciais serão, porém, do cabotino presidente da Câmara, também em estreia, e de uma família cigana, por ele escorraçada, por antecipação de pilhagalinhagem.
O factor de comicidade é introduzido pelos novos semáforos que o maire manda instalar numa recta -- sem trânsito, mas isso só seria notado pelos inimigos políticos e do progresso, porque ele é que sabia, ele é que era o presidente da Câmara... A família cigana, de caravana, com o homem a pé, é admoestada por passar o sinal vermelho; para o conde, que transgride em sua dona-elvira, uma acentuada vénia, embora com fúria; dois ciclocampistas ajoujados com as pesadas mochilas pejadas -- Spirou e Fantásio --, esses sim, o edil vê neles a oportunidade de tirar desforço pelo atrevimento do desrespeito pelas regras de trânsito: "Alto! Seus garotos! Não vêem o sinal vermelho?!"
Franquin e Jean Darc (Henri Gillain), Spirou -- O Feiticeiro de Talmourol, tradução de Ricardo Alberty, Lisboa, Editorial publica, 1981, pranchas 1-2.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
50 álbuns: 16. Rosinski & Van Hamme, A FEITICEIRA TRAÍDA (1980) -- um início prometedor
Na névoa e na neve, um homem impele outro, manietado, em direcção a um rochedo à beira-mar, o anel dos crucificados, cujas argolas prendem os infelizes ali aferrolhados, condenando-os à morte por afogamento, com a subida da maré.
O carrasco é Gandalf, o Louco e a vítima Thorgal Aegirsson. Ambos se invectivam até que Gandalf, reagindo ao insulto, fere Thorgal no rosto.
No drakkar de Gandalf, uma jovem e bela mulher está amarrada ao mastro. É loira, é linda, é filha do Louco (na prancha seguinte saberemos o seu nome, Aaricia).
Trata-se do álbum de estreia (1980) de uma das grandes criações do belga Van Hamme e do polaco Rosinski, uma promessa que passados todos estes anos foi muito bem cumprida.
Rosinski & Van Hamme, Thorgal -- A Feiticeira Traída, trad. Marília Alves, Lisboa, Livraria Bertrand, 1983, pranchas 1-2.
O carrasco é Gandalf, o Louco e a vítima Thorgal Aegirsson. Ambos se invectivam até que Gandalf, reagindo ao insulto, fere Thorgal no rosto.
No drakkar de Gandalf, uma jovem e bela mulher está amarrada ao mastro. É loira, é linda, é filha do Louco (na prancha seguinte saberemos o seu nome, Aaricia).
Trata-se do álbum de estreia (1980) de uma das grandes criações do belga Van Hamme e do polaco Rosinski, uma promessa que passados todos estes anos foi muito bem cumprida.
Rosinski & Van Hamme, Thorgal -- A Feiticeira Traída, trad. Marília Alves, Lisboa, Livraria Bertrand, 1983, pranchas 1-2.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
a poesia dos quadradinhos #5 - Teresa Rita Lopes
«Os Capitães de Abril são / para os mais novos / jovens heróis de lenda / como o Homem Aranha!»
vinheta de John Romita
domingo, 30 de março de 2014
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