Há
jovens prostitutas a serem mortas em Nogales, cidade dupla dos dois
lados da fronteira entre o Arizona (Estados Unidos) e Sonora
(México), quando François Colombe, escritor de policiais, aí se
desloca na companhia da secretária, Kay. Uma BD de Philippe Berthet
e Jean-Luc Fromental, a partir de uma história de Georges Simenon. A
publicar pela Dargaud em Março.De l'Autre Cotê de la Frontière, Dargaud.
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
domingo, 26 de janeiro de 2020
livros que me apetecem - «Ladies»
Quem
não gosta de Philippe Berthet, o desenhador de Pin-Up,
aliás Dottie, a ingénua e vaporosa jovem saída da cabeça e da
caneta de Yann, a passear perturbante candura pelas décadas de
1940-1950?; ou do extraodinário western
one-shot
Cães da Pradaria,
com argumento de Philippe Foerster? O gosto do autor por belas
mulheres, uma das suas notórias qualidades, encontra-se em Ladies,
um álbum elegante (Dupuis, 2019).
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
50 álbuns: 6. Berthet & Foerster, CÃES DA PRADARIA (1996) -- pobre Calamidade...
Uma só vinheta na prancha inicial: um entardecer caminhando para o lusco-fusco, paisagem que parece situar-se no noroeste americano, assim o denuncia a vegetação. Em plano geral sobressaem cumes elevados e, em baixo, ainda distante, centrado e avançando na nossa direcção, um daqueles carros de que se compõem as míticas caravanas do colonos que deram corpo ao destino manifesto. Há uma envolvente dramática, um clima tenso e triste, soturno e pesado, que a chuva mais acentua e assombra.
Duas filacteras, em cima, transcrevem, em discurso directo, parte de uma carta a uma filha, datada de Deadwood (Dacota do Sul), em 26 de Julho de 1876. Filha que está longe, à guarda dum pai adoptivo. Quem escreve lamenta-se pela distância, pela ausência, e está cheio de remorsos: "[...] peço a Deus que me perdoe do mal que te fiz..." Quem na escreve? Certamente o condutor, que vai, cabisbaixo, protegendo-se da chuva e da tristeza, pejado de crianças na direcção do orfanato de Rapid City, cujos pais foram vitimados pela varíola. Vemos as suas expressões apreensivas e tristes, o condutor, de costas, ruivo e de rabo-de-cavalo.
Até que se cruza com um velho conhecido fora-da-lei, "J. B." Bone, em montada que arrasta o esquife do compaheiro de um assalto que correu mal, e cujo corpo, exposto à contemplação pública, resgatara pela calada da noite: "Calamity! -- saúda Bone -- Sempre a correr as pradarias?" O cocheiro era, afinal, uma: Calamity Jane.
Até que se cruza com um velho conhecido fora-da-lei, "J. B." Bone, em montada que arrasta o esquife do compaheiro de um assalto que correu mal, e cujo corpo, exposto à contemplação pública, resgatara pela calada da noite: "Calamity! -- saúda Bone -- Sempre a correr as pradarias?" O cocheiro era, afinal, uma: Calamity Jane.
Philippe Foerster & Philippe Berthet, Cães da Pradaria (196)
Lisboa, Meribérica/Líber, 1999, pranchas 1-2
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