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sábado, 29 de dezembro de 2018
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
S-H & LL
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«A sala foi modificada. Os seus livros e as suas fotografias desapareceram, deixando as paredes despidas excepto pela ampliação de um herói da banda-desenhada: o Super-homem inclinando a cabeça enquanto é recriminado por Lois Lane.» J. M. Coetzee, Desgraça (1999)
terça-feira, 2 de outubro de 2018
Lois Lane
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| Ryan Sook, daqui |
«Quem lhe dera perder a visão de raio X que em tempos tanto invejou! Se ao menos fosse como o Super-Homem, que na presença de Lois Lane se tornava um ser normal!» Carlos Querido, «Real bodies«, Insanus, Lisboa, Abysmo, 2017, p. 68
sexta-feira, 20 de julho de 2018
esmurrar o Mickey
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| Paul Murry |
«"Há muito mais", disse Austin, "havia um amigo da família que tinha o Rato Mickey tatuado no peito e que pedia ao rapaz para bater na tatuagem, bate com força, com mais força, agora uma esquerda, agora uma direita, mete um crochet, mete um uppercut.» Dinis Machado, O que Diz Molero (1977)
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
António Franco Alexandre, o poeta enquanto Ignatz
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| George Herriman - imagem |
No preâmbulo de uma entrevista já com uns anos, a partir de alguns tópicos previamente enunciados, defende-se que a poesia de António Franco Alexandre «chama a si a fábula de Ignatz, o rato e Krazy Kat, a gata. A imensa distância que se disse sem palavras nem coisas faz do tijolo uma mensagem.» Posto diante do problema, o futuro poeta de Aracne assente: «Bom, o tijolo de Krazy Kat é a mais interessante forma de mensagem na garrafa, não é?» Inimigo Rumor #11, 201, entrevista de Américo António Lindeza Diogo e Pedro Serra.
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
a poesia dos quadradinhos #6 - José Luís Costa
«[...] Confesso que subtraí / da dita máquina / umas verbas para comprar // Homens-Aranhas, Incríveis Hulques, até / Superaventuras Marvel. // (Uma superaventura / é uma aventura / que precisa de mais páginas.) [...]
José Luís Costa, «Da Infância - 2. No Juiz da Fome», Da Madragoa a Meca, Lisboa, & etc., 2013
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| Mark Bagley (2013) |
ou
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| Daddy Q Ball (Fred Quihuis) (2003) |
domingo, 24 de janeiro de 2016
jogo de máscaras
Divertidíssimo, começar pelo título, um jogo de máscaras paródico da literatura policial negra / fantástica, pelas mãos de dois grandes nomes da BD franco-belga actual -- ambos já vencedores do Alph-Art do Festival de Angoulême --, Lewis Trondheim (A Mosca, entre outros) e Frank Le Gall (Teodoro Pintainho, entre outros). Eficácia narrativa em economia de meios.
Lewis Trondheim & Frank Le Gall, As Aventuras do Fim do Episódio, tradução de Rui Ricardo, Porto, Associação Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto, 1996.
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
«um Zé Carioca»
| Zé Carioca, por Paul Murry |
«O carioca de hoje é uma declinação barroca do verdadeiro carioca: olheirento, falsamente festivo, mortificado pela obrigação de ser um carioca by the book, um Zé Carioca.»
Bruno Vieira Amaral, «Viver para sempre em Budapeste», Ler #138, 2015
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
à maneira do Lucky luke
| Lucky Luke, por Morris |
Paulo Castilho, Fora de Horas (1989)
terça-feira, 4 de agosto de 2015
12 linhas até ao Guarda Ricardo
«[...] No fim da tarde, Alexandra procura o seu carro e acaba "por descobri-lo em cima do passeio e junto à mesma árvore onde o deixara há quase um eternidade. Tinha uma multa por estacionamento proibido, afixada no "pára-brisas" (pag. 352). Tudo o que aconteceu foi real e tão pleno que o tempo se distendeu à aparência de eternidade; mas, por sob isso, há um quotidiano mesquinho, vigiado, impermeável à transgressão, que remete a eternidade mais jubilosa à eterna idade da ordem. Pelo menos, da ordem portuguesa -- porque não deve ser difícil adivinhar que o autuante deve ter sido o portuguesíssimo Guarda Ricardo.»
Luís Mourão, Um Romance de Impoder -- A Paragem da História na Ficção Portuguesa Contemporânea, Braga e Coimbra, Angelus Novus Editora, 1996.
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| Sam, O Guarda Ricardo (1975) |
quarta-feira, 24 de junho de 2015
17 linhas para Snoopy
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| Charles Schulz |
Mário de Carvalho, Quem Disser o Contrário É Porque Tem Razão, Porto, Porto Editora, 2014.
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domingo, 22 de fevereiro de 2015
6 linhas para Corto Maltese
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| Hugo Pratt |
«Esta é a cidade do espectro de Corto Maltese nas pontes suspensas e nos becos soturnos, do prenúncio de morte e da elegia do deboche, das gôndolas, dos senegaleses e dos pombos, dos japoneses e dos gondoleiros de boné, das arcadas vazias e das bacarie a rebentar pelas costuras, do improviso de andar perdido e ter sempre um ponto cardeal no fim do caminho.»
Tiago Salazar, As Rotas do Sonho (2010)
domingo, 8 de fevereiro de 2015
domingo, 1 de fevereiro de 2015
música & bd: Gilberto Gil, «Retiros espirituais»
Nos meus retiros espirituais descubro certas coisas tão normais / Como estar defronte de uma coisa e ficar / Horas à fio com ela, bárbara, bela, tela de TV / Você há de achar gozado Barbarela dita assim dessa maneira / Brincadeira sem nexo que gente maluca gosta de fazer / [...]
É claro que Gil se refere à Barbarella de Vadim (Jane Fonda) e não a esta Brigitte Bardot estilizada. A verdade é que tudo começou com ela e com Jean-Claude Forest, em 1962. A música integra o esplêndido álbum Refazenda (1975).
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
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