segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

um homem tatuado

Numa casa de praia na costa americana, Abe gasta as horas da reforma na pesca, em companhia do cão. Sally, a mulher, chama-o para o almoço, ao mesmo tempo que o cocker spaniel está inquieto, procurando atrair o dono para um local mais afastado das rochas, onde jaz o corpo de um homem ainda novo. Com ténues sinais vitais, Abe e Sally transportam-no até à moradia. O homem vai chamar uma médica, e Sally, procurando acomodar o estranho sinistrado o mais confortavelmente possível, detecta uma tatuagem por cima da clavícula.
Creio que, antes de XIII, apenas Fort Navajo, de Charlier e Gir, me haviam provocado tanto interesse nas categorias das bedês fleuve, de álbum para álbum, a ver como tudo aquilo se desenrolava. Não admira, pois, em ambos os casos estamos a falar de dois dos maiores argumentistas da bd franco-belga: Jean-Michel Charlier e Jean Van Hamme; e se Vance não é Giraud, teve a envergadura suficiente para lhe traçar um Blueberry.

W. Vance & J, Van Hamme, XIII -- O Dia do Sol Negro, tradução anónima, Lisboa, Meribérica / Liber, s.d., pranchas 1-2.

4 comentários:

  1. Vance não é Giraud, de facto. Mas também, quem mais é Giraud? (Jijé não conta nesta equação -- mas poderá ser quem esteve mais próximo).

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  2. De facto, caro Xilre, quem mais é Giraud? Giraud, caso do discípulo que supera o mestre, Jijé, precisamente.

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  3. Verdade seja dita que nos primeiros Blueberry, aqueles em que Mike Steve ainda era evidentemente Belmondo, mestre Gillain deu uma mãozinha ao jovem Giraud. Mas depois, e sobretudo a partir da Métal Hurlant, o aluno passou o mestre -- mas creio que os primeiros tempos passados no estúdio de Gillain foram cruciais para chegar até Arzach.

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    1. Sim, e que mãozinha. Tenho ideia de que o próprio reconhecia essa dívida.

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